Anel Vermelho: a doença
É uma doença típica das palmáceas no continente americano, ocorrendo endemicamente em todos os estados que produzem coco e dendê no Brasil. O anel vermelho é a principal causa da mortalidade dos coqueiros, apresentando distribuição generalizada em todas as regiões produtoras no Brasil.

O nematóide causador é o
Bursaphelenchus cocophilus (
Nemata, Aphelenchida: Aphelenchoides). Os adultos têm menos de 15,5 mm de diâmetro e medem 775 a 1.370 mm de comprimento; a sobrevivência na água ou no solo é geralmente baixa: em menos de 7 dias ocorre 100 % de mortalidade. As formas jovens podem permanecer viáveis no tecido do estipe por até 130 dias, localizando-se principalmente nas cavidades intercelulares dos tecidos do estipe, pecíolos e no córtex da raiz, principalmente na região do anel.
A ocorrência da doença é mais frequente em coqueiros de 5 a 15 anos. Externamente, as folhas murcham, tornando-se amarelo-ouro, começando na ponta dos folíolos e avançando em direção à ráquis. Geralmente essas folhas quebram, permanecendo, por alguns dias, somente um tufo central de 4 ou 5 folhas verdes Ocorre a queda parcial de frutos, porém as inflorescências permanecem normais.
Internamente, o sintoma mais evidente é uma faixa avermelhada de 2 a 4 cm de largura no estipe do coqueiro, o Qual é típico da doença . Esse sintoma no entanto, varia de acordo com a variedade, idade da planta e condições do plantio.
Ocasionalmente, coqueiros apresentam toda a parte central do estipe avermelhada, dificultando a correta diagnose. Dependendo do local por onde ocorre a penetração do nematóide, pode ou não haver a formação de um anel completo, algumas vezes aparecem somente faixas longitudinais ou semicirculares avermelhadas no estipe, em alguns casos manchas avermelhadas são detectadas nas ráquis foliares.
Os sintomas internos avançam mais rapidamente que os sintomas externos, e eventualmente, toda a planta entra em colapso.
As plantas sadias são contaminadas principalmente no ato da postura das fêmeas, ou ainda pelas fezes que são depositadas nas axilas foliares. O corte de folhas de palmeiras em geral, exala compostos que atraem a broca.
A transmissão pode ocorrer ainda via contato direto, entre a raiz de uma planta contaminada e a de uma sadia, ou também através das ferramentas de corte como o facão e no ato da colheita, ou pelo corte de raízes.
É importante a redução da população do inseto vetor e a eliminação de plantas infectadas. Como medida preventiva de controle do anel-vermelho, deve-se evitar qualquer corte da planta que libere voláteis atrativos ao Rhynchophorus palmarum, desaconselha-se, portanto, gradagens profundas e corte de folhas ainda verdes. Para o coqueiro, no qual se explora o fruto verde, aconselha-se colher pela manhã e evitar consumir frutos dentro do coqueiral. As plantas doentes devem ser eliminadas imediatamente e como em geral, essas plantas abrigam larvas de R. palmarum, é necessário que sejam queimadas.
MÉTODOS DE CONTROLES
Não existem indicações seguras de controle química, bem como da comprovação de sua eficiência de uso. No entanto, este método de controle vem sendo feito através do uso de inseticidas sistêmicos, que alem do elevado custo, é pouco eficiente. Outras práticas bastante comuns são as culturais, que visam evitar ferimento das plantas e tratamentos dos ferimentos existentes com piche e inseticidas organofosforados, queima do resto da cultura.
O principal modo de controle para a praga e o combate do inseto vetor: Onde o uso de armadilhas atrativas com cana de açúcar e melaço em conjunto com Feromônio, e o melhor método.